Equidade no cuidado começa com acesso para todos

Detectar o câncer de mama nos estádios iniciais é um passo essencial para aumentar as chances de cura e reduzir o impacto da doença.

Mas, no Brasil, muitas mulheres ainda enfrentam barreiras para chegar a esse momento a tempo.


Cenário atual

Hoje, a cobertura mamográfica no Sistema Único de Saúde (SUS) permanece abaixo de 35% em todas as regiões do país.

Cerca de 24,2% das mulheres entre 50 e 69 anos nunca realizaram o exame de rastreamento – e cerca de 40% dos casos ainda são diagnosticados em estádios avançados (III e IV).1


Quando o diagnóstico chega tarde, o tratamento se torna mais difícil

Apenas 34% das mulheres com câncer de mama recebem o diagnóstico através de exames de rastreamento.2

Devido à baixa cobertura mamográfica, pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) descobrem a doença já com sintomas — muitas vezes em estádios avançados — com maior frequência do que pacientes da saúde suplementar2.


Desigualdade no acesso ao cuidado

Garantir equidade é garantir oportunidades iguais

Promover equidade no cuidado oncológico significa oferecer a todas as pacientes, independentemente da região ou do tipo de atendimento, as mesmas oportunidades de tratamento eficaz.


Uma das formas de reduzir essa desigualdade é otimizar a linha de cuidado desde os estádios iniciais.


Um convite à transformação

A construção de uma saúde mais equânime começa com a participação de todos.


As consultas públicas são oportunidades para que a sociedade contribua com relatos e opiniões sobre temas que influenciam diretamente o acesso ao cuidado.


Cada contribuição ajuda a fortalecer nosso sistema de saúde público.

Referências:

1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2024. Rio de Janeiro: INCA; 2024

2. Rosa DD, Bines J, Werutsky G, et al. The impact of sociodemographic factors and health insurance coverage in the diagnosis and clinicopathological characteristics of breast cancer in Brazil: AMAZONA III study (GBECAM 0115). Breast Cancer Res Treat. 2020 Oct;183(3):749-757. doi: 10.1007/s10549-020-05831-y.

3. Gianni L, Pienkowski T, Im YH, et al. Neoadjuvant pertuzumab and trastuzumab in HER2-positive breast cancer (NeoSphere): phase 2 trial. Lancet Oncol. 2012;13(1):25-32.

4. Gianni L, Pienkowski T, Im YH, et al. 5-year analysis of neoadjuvant pertuzumab and

trastuzumab in HER2-positive breast cancer (NeoSphere). Lancet Oncol.2016;17(6):791-800. 

5. Swain SM, Macharia H, Cortes J, et al. Event-free survival in early HER2-positive breast cancer with pathological complete response after HER2-targeted therapy: a pooled analysis. Cancers (Basel). 2022;14(20):5051

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