SUS disponibiliza novas soluções para câncer de mama

Mulheres diagnosticadas com câncer de mama agora contam com novas opções de tratamento disponíveis no SUS. A publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do câncer de mama, também conhecido como PCDT Rosa, em 2024 possibilitou a inclusão destas abordagens no ecossistema público de saúde.

Essa medida amplia as alternativas terapêuticas para as pacientes, proporcionando avanços no cuidado e na recuperação, além de contribuir para a redução do risco de recidiva da doença.

A incorporação desse tratamento fortalece o compromisso do SUS com a equidade na saúde, aproximando o sistema público dos padrões oferecidos no setor privado e garantindo que mais mulheres tenham acesso a intervenções médicas atualizadas, independentemente da condição financeira.



Contexto do câncer de mama no país:

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil pode registrar até 74 mil novos casos de câncer de mama por ano até 2025. E o cenário global também preocupa: as taxas da doença têm crescido rapidamente em países de baixo e médio desenvolvimento, como os da América do Sul, África e Ásia.


Para enfrentar esse desafio, o Ministério da Saúde publicou, em dezembro de 2024, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama (PCDT Rosa).


O PCDT Rosa garante tratamentos mais atualizados e acessíveis no SUS, com a inclusão de terapias que antes eram pouco disponíveis.


Embora a implantação seja gradual, o objetivo é claro: oferecer cuidado de qualidade e com equidade a todas as mulheres com câncer de mama no Brasil.



Quais os avanços obtidos com o PCDT Rosa?

Além de trazer a hormonioterapia injetável, o PCDT Rosa também inclui novas terapias que aumentam as opções de tratamento, principalmente para mulheres com câncer de mama HER2+ e hormônio-dependente.


Essas mudanças acompanham os avanços da ciência e garantem um tratamento mais eficaz, personalizado e conectado às necessidades das pacientes brasileiras.



Como ter acesso às soluções?

O primeiro passo é agendar uma consulta com um profissional da saúde em uma unidade de atendimento da rede pública. Durante a consulta, o médico avaliará o caso do paciente, considerando o histórico clínico e os resultados dos exames para determinar a solução mais adequada, permitindo que a paciente inicie sua jornada conforme os protocolos estabelecidos.


Não se esqueça:


Referências bibliográficas

1: Portaria Conjunta SAES/SECTICS Nº 17, DE 25 DE novembro DE 2024, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama, Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-saes/sectics-n-17-de-25-de-novembro-de-2024-599890449  

2: Geyer CE, et al., Survival with Trastuzumab Emtansine in Residual HER2-Positive Breast Cancer, N Engl J Med 2025;392:249-257; DOI: 10.1056/NEJMoa2406070 

3: von Minckwitz G, et al. N Engl J Med 2019.

4: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Estimativa 2023: incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa 

5:PORTARIA SCTIE/MS Nº 98, DE 9 DE SETEMBRO DE 2022, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos em Saúde. Disponível em: https://bvs.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sctie/2022/prt0098_12_09_2022.html 

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