Exames após o tratamento de câncer de colo do útero

Logo após de vencer o câncer de colo do útero, a mulher precisa fazer uma série de exames para verificar se não há nenhuma recidiva da doença. Apesar da felicidade e alívio da cura, é preciso sempre estar vigilante com a saúde.

Imediatamente após o fim tratamento, o médico vai recolher amostras do colo do útero por meio de uma colposcopia, exame que permite acesso ao colo do útero e à vagina. Ele precisa dessas amostras para analisar e verificar se ainda há células cancerosas. O procedimento será repetido pelo menos uma vez ao ano. Se a paciente teve o colo do útero removido, o médico colherá amostras da vagina. Essa análise é importante porque as células dessa região são de difícil análise depois da radioterapia, então, é preciso observar com regularidade. Os exames pedidos após o tratamento de câncer de colo do útero incluem:

  • Exames feitos pelo médico;
  • Colposcopia;
  • Exames de sangue;
  • Raio-x;
  • Ressonância magnética;
  • Ultrassom do fígado.

Se você teve câncer de colo do útero, é importante saber que os cuidados médicos não acabam com o fim do tratamento. É preciso certificar-se de que a doença não voltou, acompanhando sempre com exames. O acompanhamento médico também ajuda a combater possíveis efeitos colaterais que ainda podem prejudicar a sua saúde.

O câncer de colo do útero é o segundo com maior incidência nas mulheres brasileiras e o que gera o maior número de atendimentos no INCA (Instituto Nacional do Câncer). Além disso, o número de pacientes cada vez mais jovens tem aumentado no país. Alguns fatores podem estar contribuindo para o aumento de casos entre as mulheres mais novas:

  • Infecção por HPV (papiloma vírus);
  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Baixo nível socioeconômico;
  • Iniciação sexual precoce.

Frequência dos exames após o tratamento de câncer do colo do útero

Depois de receber alta médica, é preciso manter uma rotina de exames que vão indicar se o organismo respondeu bem ao tratamento e se a doença não voltou. A frequência desses exames vai diminuindo com o passar do tempo.

Os exames continuarão a ser feitos ainda por alguns anos após a remissão do câncer do colo do útero. Logo no início, serão realizados mensalmente. Depois, a frequência diminuirá gradualmente, segundo a determinação do médico.

Mas, de um modo geral, durante dois anos após a remissão, serão feitos exames de três em três meses inicialmente; depois, de quatro em quatro meses; e, por fim, de seis em seis meses. Depois disso, serão feitos anualmente por mais três anos.

É preciso que o médico acompanhe atentamente a paciente para diagnosticar rapidamente se houver uma recidiva da doença. Isso porque algumas células cancerosas podem permanecer no organismo. Então, é preciso toda a atenção para que sejam encontradas o quanto antes.

Nesse sentido, é importante que você sempre procure o seu médico e informe se sentiu ou notou algo anormal no seu corpo. Mesmo fora das datas marcadas para exames. Nunca deixe para depois.

  • Primeiros dois anos – acompanhamento de três em três meses;
  • Entre três e cinco anos depois – exames a cada seis meses;
  • Depois de cinco anos – exames uma vez por ano.
Quais exames precisam ser feitos depois do tratamento do câncer de colo do útero?

Os exames vão depender de estágio em que a doença foi diagnosticada e do tratamento que a paciente recebeu. Mas, de uma forma geral, os exames que precisam ser feitos depois do fim do tratamento do câncer de colo do útero são os seguintes:

  • Exame físico geral – exame ginecológico, inclusive especular, com coleta de material para exame citopatológico, ou seja, um exame que pode detectar alterações nas células indicativas de uma possível doença;
  • Toques retal e vaginal;
  • Exames laboratoriais e de imagens – raio X de tórax, ultrassonografia pélvica abdominal, tomografia computadorizada abdominal e pélvica, de acordo com a indicação clínica.

De qualquer forma, sempre que tiver alguma dúvida, consulte o seu médico. Ele é a melhor pessoa para orientar você, ainda mais porque cada caso é um caso e os procedimentos indicados para uma pessoa podem não ser os mesmos que são indicados para outra que teve câncer de colo do útero.

 

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Referências

 

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