Técnica semelhante à tatuagem ajuda na reconstrução da mama

A realização da mastectomia, cirurgia de retirada total ou parcial da mama, não deixa apenas cicatrizes físicas, mas também emocionais. O procedimento pode abalar a autoestima das pacientes de câncer de mama e gerar dificuldades para lidar com a imagem do próprio corpo. Hoje em dia, felizmente, as técnicas que permitem reconstituir a mama após a mastectomia vêm sendo aprimoradas.

Além do uso de próteses ou de tecidos da própria paciente para dar volume à mama, é possível ainda redesenhar o mamilo e a aréola (círculo pigmentado ao redor do bico da mama). Essa técnica complementar, que é o toque final da reconstrução da mama, chama-se micropigmentação, uma espécie de tatuagem que “pinta” a aréola da paciente.

A reconstituição da aréola pode ainda ser realizada por enxerto ou retalho, retirando um pedaço da pele em outra região do corpo para sobrepor à mama. A micropigmentação, por ser menos invasiva, tem ganhado popularidade e se tornado a primeira opção de grande parte das mulheres.

 

Como é feita a micropigmentação de aréola

Por ser um procedimento estético e não cirúrgico, a micropigmentação reconstrutiva pode ser realizada não apenas por médicos cirurgiões plásticos, mas também por esteticistas ou tatuadores especializados. É necessário, contudo, que um médico autorize o procedimento.

A tatuagem reparadora geralmente é indolor e rápida de ser feita, mas exige sessões de retoque a cada dois anos. Recomenda-se que seja realizada pelo menos três meses após a cirurgia de reconstrução da mama, para que a pele esteja cicatrizada.

Resultados mais realistas são atingidos com tatuagens com efeito 3-D, que deixam a aréola com uma aparência bastante natural, mesmo ela sendo plana. São utilizadas técnicas de cores e efeitos de luz e sombra.

A micropigmentação permite, inclusive, camuflar as cicatrizes da mastectomia na mama. Há mulheres que optam por encobri-las com tatuagens artísticas, como por exemplo desenhos de flores. Uma ótima maneira de encerrar uma fase de sofrimento.
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Referências

 

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