A dupla mastectomia como prevenção do câncer de mama

Em 2013, a atriz americana Angelina Jolie surpreendeu o mundo ao anunciar a decisão de retirar os seios por ter alto risco de desenvolver câncer de mama. Esta prática, chamada dupla mastectomia profilática (também conhecida como mastectomia preventiva), reduz o risco de uma mulher ter câncer de mama em aproximadamente 90% ao remover cirurgicamente as mamas mesmo antes do câncer ser encontrado.

No entanto, a popularização do procedimento alertou os médicos para o risco da adoção indiscriminada da prática. Mas a única evidência para indicação de mastectomia profilática é o resultado positivo nos testes genéticos BRCA1 e BRCA2, que identificam mutações em genes que aumentam substancialmente o risco de câncer de mama ou outros tipos de câncer.
É preciso considerar que a cirurgia preventiva de retirada das mamas traz riscos e tem um grande impacto psicológico para a mulher. Portanto, a decisão de uma mastectomia radical só deve ser feita após aconselhamento genético e exaustiva discussão com seus familiares e com seu médico.

Após a mastectomia, a mulher pode optar pela reconstrução mamária através de cirurgia plástica para restaurar a aparência e formato das mamas depois que elas foram removidas.

 

Fatores de risco para o câncer de mama

  • Histórico familiar de câncer de mama – se sua mãe, irmã, ou filha teve a doença, especialmente antes dos 50 anos, isso é considerado um fator de risco;
  • Idade – a partir dos 50 anos, há um risco maior de desenvolver a doença;
  • Questões hormonais – primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (depois dos 55 anos), primeira gravidez após os 30 anos, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal pós-menopausa;
  • Já teve câncer em uma das mamas – os riscos de desenvolver um novo câncer na mama oposta são maiores do que alguém que nunca teve câncer de mama;
  • Radioterapia – se você fez terapia de radiação para os seios antes dos 30 anos, você tem um risco aumentado de desenvolver câncer de mama;
  • Diagnóstico de carcinoma lobular in situ – o crescimento anormal de células da mama indica elevado risco de desenvolver câncer de mama invasivo.
  • Mamas densas – tecido mamário denso está associado ao câncer de mama.

 

Maneiras de reduzir o risco de câncer de mama 

Se você tem um risco elevado de ter câncer de mama, existem opções para detecção precoce e redução de riscos da doença:

Exames de rastreamento – é recomendado que você faça um acompanhamento médico rigoroso. Exames clínicos, mamografia e ressonância magnética devem ser feitos anualmente, além de autoexames frequentes.
Medicamentos – medicamentos que bloqueiam os efeitos do estrogênio ou reduzem a produção desse hormônio em seu corpo podem reduzir o risco de câncer de mama em cerca de 50%. Entretanto, é preciso observar o risco de fortes efeitos colaterais.
Cirurgia de remoção de ovários (ooforectomia profilática) – além de reduzir o risco de câncer de ovário, esse procedimento também pode reduzir em até 50% o risco de câncer de mama se for feito antes dos 50 anos.

Compreender o seu nível de risco de desenvolver câncer de mama pode ajudá-lo a decidir, junto com o médico, a melhor estratégia de redução de risco.

 

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Referências

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